<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Ecclesia Primitiva</title>
	<atom:link href="http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?feed=rss2" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://ecclesiaprimitiva.com/wp2</link>
	<description>Congregação Apostólica do Santo Espírito</description>
	<lastBuildDate>Sat, 25 May 2013 01:37:12 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.5.1</generator>
		<item>
		<title>A fé, chave do ser.</title>
		<link>http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?p=1023</link>
		<comments>http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?p=1023#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 03 Feb 2013 22:30:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mons. Lusignan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Homilias]]></category>
		<category><![CDATA[católica]]></category>
		<category><![CDATA[católico]]></category>
		<category><![CDATA[cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[domingo]]></category>
		<category><![CDATA[ecclesia]]></category>
		<category><![CDATA[gnostico]]></category>
		<category><![CDATA[igreja]]></category>
		<category><![CDATA[liberal]]></category>
		<category><![CDATA[periodo_pascal]]></category>
		<category><![CDATA[primitivo]]></category>
		<category><![CDATA[quaresma]]></category>
		<category><![CDATA[ramos]]></category>
		<category><![CDATA[velho-católico]]></category>
		<category><![CDATA[vetero-católico]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?p=1023</guid>
		<description><![CDATA[Para Maior Glória de Deus Como estudantes do cristianismo primitivo, ou sendo mais exacto do cristianismo ensinado por Ieshua,  é importante que reconheçamos e apreendamos a origem do significado da Fé expressa pelo nosso Mestre. A Fé &#8211; não a crença vulgar alimentada por seitas e igrejas aos fiéis – é uma valiosa chave de [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>Para Maior Glória de Deus</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Como estudantes do cristianismo primitivo, ou sendo mais exacto do cristianismo ensinado por Ieshua,  é importante que reconheçamos e apreendamos a origem do significado da Fé expressa pelo nosso Mestre.</p>
<p style="text-align: justify;">A Fé &#8211; não a crença vulgar alimentada por seitas e igrejas aos fiéis – é uma valiosa chave de compreensão interior e exterior do sistema cristão. Vemos nos Evangelhos – canónicos e outros – que a fé se atesta pelas obras e não pelas palavras vãs e temporais. As obras permanecem para lá da vida individual, são provas vivas que bem alimentadas poderão fazer frutificar aqueles que nelas participam e aqueles que não fazendo parte delas se alimentarão, no presente e futuro das obras.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta fé deriva da palavra das escrituras: emunah que significa plenitude de convicção e fidelidade à aliança divina, ao amor de Deus e à sua justiça e misericórdia. Emunah declara-se distinta da Pistis grega sinónima de crença de persuasão ou indução. Emunah é a pré-realização ou a condição primeira para que se realize a missão de cada cristão. A fé é fidelidade e não dogma. É o que dado a provar e que através da realização se justifica per si. Não é algo ou ente passível de opinião, de concórdia ou discórdia, dado que toda a opinião ou interpretação é puramente racional e humana.</p>
<p style="text-align: justify;">O Mestre mostra-nos vezes sem conta que não é a crença nele ou na sua palavra que liberta (e não que salva) o ser criado, mas sim o exemplo, a obra e a fortitude feitas em nome do Deus Gerador, Geómetra, Pai de toda a criação. O sentido de dedicação do desejo à Obra e vontade divinas. Esta libertação é a mesma que foi expressa por Clemente ou Origines de Alexandria e refere-se ao acto de resgate que cada ser pode recriar. Tal é concordante com o mito da queda ou expulsão do paraíso. Só cai quem se encontra em pé, em linha ou em prumo. É impossível a um caído recair sem que se tenha erguido.</p>
<p style="text-align: justify;">A palavra, ou expressão do verbo humano está sujeita como toda a substância aos perigos ou desvios do mal. Em português popular explicamos este princípio pela expressão “pela boca morre o peixe”. Contudo, a alma ou princípio consciente que nos habita e vivifica, a essência cristalizada no corpo carnal que nos forma, podem trabalhar com o princípio de onde emanaram (o espírito ou princípio do Ser). Este trabalho de cooperação ou de operação conjunta entre duas realidades distintas em substância, mas unas na origem começa a manifestar-se naqueles que atingiram o seu estado de reconciliação. A tradição ensina isto de diversas formas, sendo que todas são coincidentes relativamente ao estado que ocasionam. Duas forma muito conhecidas são descritas como sendo: o contacto com o divino ou com o anjo da guarda (ou guardião).</p>
<p style="text-align: justify;">Ora isto nada tem a ver com salvação (da origem grega: soteria de onde nasce a doutrina da salvação ou soteriologia) pois tal implicaria um estado de impureza e de maldade em tudo o que existe fisicamente expresso no universo, o que implica que viveríamos num mundo puramente infernal.</p>
<p style="text-align: justify;">Libertação e santificação, entendidos no real significado da Fé ensinada por Ieshua, não podem ser compatíveis com salvação. A salvação exige um carácter mediador entre o divino e o corpóreo expresso numa doutrina humana. Tal facto invalidaria a libertação ensinada por Cristo quando referiu: “Eu sou o caminho a verdade e a vida, ninguém vai ao pai senão por mim”; caminho de cristificação individual desejada e a realizar por aqueles que sentem em si a chamada ou o “toque” da fé que é Obra.</p>
<p style="text-align: justify;">Vosso, em Cristo;</p>
<p style="text-align: justify;"><em> </em><a href="http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?attachment_id=114" rel="attachment wp-att-114"><img title="cl2" alt="" src="http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/wp-content/uploads/2011/09/cl2.jpg" width="100" height="100" /></a></p>
<p>Mons. +Lusignan</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?feed=rss2&#038;p=1023</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O dever de honra e exaltação, pela lei e pelo amor.</title>
		<link>http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?p=1005</link>
		<comments>http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?p=1005#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 12 Nov 2012 11:14:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mons. Lusignan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Homilias]]></category>
		<category><![CDATA[católica]]></category>
		<category><![CDATA[católico]]></category>
		<category><![CDATA[cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[domingo]]></category>
		<category><![CDATA[ecclesia]]></category>
		<category><![CDATA[gnostico]]></category>
		<category><![CDATA[igreja]]></category>
		<category><![CDATA[liberal]]></category>
		<category><![CDATA[periodo_pascal]]></category>
		<category><![CDATA[primitivo]]></category>
		<category><![CDATA[quaresma]]></category>
		<category><![CDATA[ramos]]></category>
		<category><![CDATA[velho-católico]]></category>
		<category><![CDATA[vetero-católico]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?p=1005</guid>
		<description><![CDATA[Para Maior Glória de Deus &#8220;Escuta, Israel: O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com todas as tuas forças’. O segundo é este: ‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo’. Não há [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>Para Maior Glória de Deus</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>&#8220;Escuta, Israel: O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com todas as tuas forças’. O segundo é este: ‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo’. Não há nenhum mandamento maior que estes.&#8221;</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Irmãos queridos,</p>
<p style="text-align: justify;">Reunimo-nos hoje nesta loca, local erigido para Maior Glória de Deus, depois de dois dias de trabalho profícuo. Como Ecclesia, povo aliado ao redor ou à volta do centro que é Deus, iniciamos esta celebração separando-nos do mundo profano durante algum tempo físico, para nos purificarmos, meditarmos sobre a palavra proposta e, por fim, para nos saciarmos com o banquete preparado para nós no Santo Altar, ungido e consagrado para o sacrifício. Aqui, juntos, preparamo-nos pouco a pouco para a missão que o divino nos preparou. Seja ela reconhecida por nós ou esteja ainda ocultada da nossa consciência.</p>
<p style="text-align: justify;">Sabemos que os planos do Alto se revelam progressivamente àqueles que estão preparados para os receber; e nós, aspirantes à sabedoria e ao cumprimento dos seus desígnios, hoje recebemos a dupla chave que nos conduz à plenitude da consciencialização individual. Cumprir a lei e amar ao próximo como a nós mesmos ou seja: Honrar a Deus e a toda a sua Criação.</p>
<p style="text-align: justify;">Cristo, recordando o texto do Deuteronómio, complementa o mandamento recordando-nos que o amor a Deus, se manifesta aqui neste mundo, no amor ao próximo, no amor que devemos praticar com toda a humanidade. Por isso, é-nos chamada a atenção para a primeira palavra do mandamento: Escuta! Porque o próprio cumprimento da Palavra não passa somente pela sua expressão oral ou pela súplica. Não! A palavra frutifica fundamentalmente no processo de escuta interior que cada um de nós deve fazer. Há que escutar a voz que do silêncio emana. Escuta-la para que ela nos penetra e se torne parte da nossa vida em cada instante. É esta oração meditativa, que permite que o Espírito Santo se manifeste, pouco a pouco no nosso íntimo. Como podemos nós ouvi-lo se passamos o tempo a falar e a pensar em nós, recusando que ele nos revele o caminho?</p>
<p style="text-align: justify;">Recordo uma passagem do Evangelho em que Cristo nos diz que “não é aquele que diz: Senhor, Senhor! Que entrará no Reino celeste, mas sim aquele que faz a vontade do Pai que está no Céu.”</p>
<p>Não devemos apoiar-nos assim na prece de súplica como fazem os hipócritas. A melhor forma de Orar é amando. Amando a Deus, honrando-o; e amando todos os homens, dando-se a eles em pensamentos e obras. Ou seja: Pelo exemplo.</p>
<p style="text-align: justify;">Amar é entrega, bem sabeis. Entregamo-nos a quem amamos, e por isso devemos orar tentando oferecermo-nos a Deus, doando-lhe os desígnios da nossa vida e aceitando com confiança a sua vontade. Amar é deixar que Deus viva em nós. Isto é amar!</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, mais vale sentir uma oração sincera e franca Que passar a vida a rezar palavras que não ecoam em nós, palavras que não ouvimos! Usar orações francas como por exemplo:</p>
<p style="text-align: justify;">“Senhor, entrego-me a ti para o que queiras. Guia-me no teu caminho. Mostra-me o teu desejo”…<br />
Ou ainda:<br />
“Não por nós, Senhor. Não por nós! Mas para a glória do teu nome”</p>
<p style="text-align: justify;">Significará isto que as ofertas que apresentamos no altar não têm importância?<br />
De todo! Esta é a nossa primeira oferta. Consciente e voluntariosa. Oferta de reconciliação com Deus (amando-o sobre todas as coisas) e com os nossos irmãos (e ao próximo como a ti mesmo).</p>
<p style="text-align: justify;">Este é um texto duro e radical. Exigente. Responder com o bem ao mal não é fácil. Aceitar as contrariedades que a vida nos coloca, tão pouco. Amar a quem nos magoa ainda menos. Eu diria mais, é impossível. Impossível!<br />
Impossível, porque geralmente resolvemos estas questões humanamente, através das dilecções contrárias: com rancor, vingança, luta ou discórdia.<br />
É exactamente nestes momentos que devemos parar e depositar a nossa audição numa oração silenciosa e eficaz, entregando as nossas dores à providência divina, “para glória do seu nome”, deixando que ela aja em nós da melhor forma ou seja: tornando-nos veículos da sua acção.</p>
<p style="text-align: justify;">S. João explica-nos isto no seu evangelho pelas seguintes palavras:<br />
“É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros como eu vos amei”. Ou ainda “Amemo-nos uns aos outros porque o amor vem de Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor… Nós amamo-lo porque ele nos amou primeiro. Se alguém afirmar: “Eu amo a Deus”, mas odiar o seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama o seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê”</p>
<p style="text-align: center;">Recordemos o Salmo que nos diz:</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?attachment_id=1007" rel="attachment wp-att-1007"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1007" title="207852_1020473564039_1591181602_51465_2945_n" src="http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/wp-content/uploads/2012/11/non-nobis-300x175.jpg" alt="" width="300" height="175" /></a></p>
<p><strong><em>Não a nós, ó SENHOR, não a nós, mas ao teu nome dá glória, pelo teu amor e fidelidade.</em></strong><br />
<strong><em>Se não, os pagãos vão continuar a dizer: «Onde está o vosso Deus?»</em></strong><br />
<strong><em>O nosso Deus, lá do céu, faz tudo o que lhe apraz.</em></strong></p>
<p><strong><em>Os ídolos dos pagãos são ouro e prata, obra das mãos dos homens: têm boca, mas não falam; têm olhos, mas não vêem; têm ouvidos, mas não ouvem, e nariz, mas não cheiram; têm mãos, mas não apalpam, e pés, mas não andam, nem da sua garganta emitem qualquer som.</em></strong></p>
<p><strong><em>Sejam como eles os que os fabricam e todos os que neles confiam.</em></strong><br />
<strong><em>Casa de Israel, confia no SENHOR, porque Ele a todos ajuda e protege.</em></strong><br />
<strong><em>Casa de Aarão, confia no SENHOR, porque Ele a todos ajuda e protege.</em></strong><br />
<strong><em>Crentes, confiai no SENHOR, porque Ele a todos ajuda e protege.</em></strong></p>
<p><strong><em>O SENHOR lembrou-se de nós e nos abençoará! Abençoará a casa de Israel, abençoará a casa de Araão  abençoará os crentes do SENHOR, tanto pequenos como grandes.</em></strong></p>
<p><strong><em>Que o SENHOR vos multiplique, a vós e aos vossos filhos.</em></strong><br />
<strong><em>Sede abençoados pelo SENHOR, que fez o céu e a terra.</em></strong><br />
<strong><em>O céu é pertença do SENHOR; mas a terra, Ele a deu aos seres humanos.</em></strong></p>
<p><strong><em>Não são os mortos que louvam o SENHOR, nem os que descem ao mundo do silêncio. Mas nós, os vivos, louvaremos o SENHOR agora e para sempre. Aleluia!</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os que entendem estas palavras e as põem em prática, recebem do Senhor o seu auxílio, sim! Mas recebem mais. Recebem a própria reconciliação. Recordo-vos as palavras do Pai-nosso: “Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos quem nos tenha ofendido”. Se assim procedermos, o senhor dir-nos-á, como ao escriba: “já não estás longe do Reino de Deus”.</p>
<p style="text-align: justify;">Que assim seja.</p>
<p style="text-align: justify;"><em> </em><a href="http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?attachment_id=114" rel="attachment wp-att-114"><img title="cl2" src="http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/wp-content/uploads/2011/09/cl2.jpg" alt="" width="100" height="100" /></a></p>
<p>Mons. +Lusignan</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?feed=rss2&#038;p=1005</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Morrer é navegar &#8211; missa de requiem</title>
		<link>http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?p=998</link>
		<comments>http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?p=998#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 04 Oct 2012 14:40:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mons. Lusignan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Homilias]]></category>
		<category><![CDATA[católica]]></category>
		<category><![CDATA[católico]]></category>
		<category><![CDATA[cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[domingo]]></category>
		<category><![CDATA[ecclesia]]></category>
		<category><![CDATA[gnostico]]></category>
		<category><![CDATA[igreja]]></category>
		<category><![CDATA[liberal]]></category>
		<category><![CDATA[periodo_pascal]]></category>
		<category><![CDATA[primitivo]]></category>
		<category><![CDATA[quaresma]]></category>
		<category><![CDATA[ramos]]></category>
		<category><![CDATA[velho-católico]]></category>
		<category><![CDATA[vetero-católico]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?p=998</guid>
		<description><![CDATA[Para Maior Glória de Deus Meus Irmãos; Para a grande maioria dos cristãos assim como de todos os homens e mulheres deste mundo, a morte de alguém que nos é próximo é vista com tristeza. O sentimento que se torna presente, de perda, sofrimento e irreparabilidade preenche os corações dos familiares e amigos, e para [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>Para Maior Glória de Deus</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Meus Irmãos;</p>
<p>Para a grande maioria dos cristãos assim como de todos os homens e mulheres deste mundo, a morte de alguém que nos é próximo é vista com tristeza. O sentimento que se torna presente, de perda, sofrimento e irreparabilidade preenche os corações dos familiares e amigos, e para nós Portugueses, o sentimento de saudade preenche-nos os corações.</p>
<p style="text-align: justify;">Somos fracos. Fracos por não determos em nós a semente e o exemplo deixado na mensagem cristã. Por não a fazermos frutificar e principalmente por não a deixarmos crescer.</p>
<p style="text-align: justify;">Irmãos queridos… Hoje não celebramos a tristeza, mas sim a alegria. A alegria da mensagem de ressurreição que só existe para lá do véu da morte. Reunimo-nos para homenagear a sua passagem por este mundo transitório e para honrar o Criador que fez deste irmão um instrumento da sua vontade. Hoje não choramos, damos graças! Graças por todos os bons momentos que com ele passamos, por todos os caminhos trilhados, por todas os conselhos recebidos, pelo exemplo que deixou.</p>
<p style="text-align: justify;">A melhor homenagem que lhe poderemos render, é através da acção na vida, usando as ferramentas que dele foram recebidas, recordando o seu modelo e as virtudes que ele inculcou àqueles que com ele conviviam.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta é a vossa missão. Viver recordando o bem deixado para vosso uso. A lógica e a intelectualidade não nos são suficientes para entender uma partida, se não virmos alguém embarcar num avião ou navio. E por isso vos peço, que neste momento, cerremos os nossos olhos e imaginemos este irmão subir para um convés de uma nau onde os seus ascendentes o esperam e acolhem. Vejam, imaginem, a sua felicidade por os reencontrar. Para ele este é apenas o início da viagem e na sua face não há temor mas sim serenidade. Livre das teias e amarras que o prendiam a um corpo perecível, hoje ele é verdadeiramente livre e jovem.<br />
Lançando um olhar par terra, ele envia-vos um adeus. Um até breve. ..</p>
<p style="text-align: justify;">A nau levanta a âncora, as velas são estendidas e dobram-se sob uma suave brisa que parte da terra para o mar. Um último olhar e aceno é trocado convosco. E vós sentis a sua alegria ao partir para um novo porto. Dentro de vós ficará sempre a memória que amareis daquele jovem ser que resolveu peregrinar para um novo reino, de paz e de luz.</p>
<p style="text-align: justify;">Sentis que foi um privilégio tê-lo na vossa vida e sem egoísmo mas com pleno amor ficais felizes por ele. Em vós ficará sempre o seu sorriso, o seu abraço o seu beijo. Esses partirão um dia convosco, quando a mesma barca estiver no porto onde ele vos esperará.</p>
<p style="text-align: justify;">Já não há lugar para sofrimento. Já não há lugar para lágrimas!<br />
A imagem que vistes enche-vos de esperança. Afinal partir é só iniciar uma nova viagem, cheia de novas aventuras. Hoje ele verá um novo Sol erguer-se no horizonte, um novo calor o acalentará. Pouco a pouco recorda aquele mar, o mesmo mar que o trouxe até terra, quando do seu nascimento. Dentro de si o sentimento de união com aquela terra que ao longe desponta é grande. É a sua primeira casa… a casa de onde o seu Ser emanou e onde agora poderá repousar.</p>
<p style="text-align: justify;">Alegremo-nos meus irmãos. O filho que andou nas trevas deste mundo, com todas as dores e sofrimentos, voltou ao seu lar. Cristo aguarda-o para o abraçar. Para lhe dizer, bem vindo… tive saudades tuas. Entra e faz parte do banquete que preparei para ti.</p>
<p style="text-align: justify;">Agradeçamos a Deus, nosso Pai por este seu filho. Agradeçamos pelo dom da vida terrena e supra terrena que nos concedeu. E em tranquilidade, amor e esperança vivamos a vida olhando o presente e o futuro, para que quando chegar o dia da nossa viagem, também possamos ser acolhidos por Cristo, na eterna morada de Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">Que assim seja.</p>
<p><em> </em><a href="http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?attachment_id=114" rel="attachment wp-att-114"><img title="cl2" src="http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/wp-content/uploads/2011/09/cl2.jpg" alt="" width="100" height="100" /></a></p>
<p>Mons. +Lusignan</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?feed=rss2&#038;p=998</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A Natividade de Nossa Senhora</title>
		<link>http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?p=995</link>
		<comments>http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?p=995#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 15 Sep 2012 14:25:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mons. Lusignan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Homilias]]></category>
		<category><![CDATA[católica]]></category>
		<category><![CDATA[católico]]></category>
		<category><![CDATA[cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[domingo]]></category>
		<category><![CDATA[ecclesia]]></category>
		<category><![CDATA[gnostico]]></category>
		<category><![CDATA[igreja]]></category>
		<category><![CDATA[liberal]]></category>
		<category><![CDATA[periodo_pascal]]></category>
		<category><![CDATA[primitivo]]></category>
		<category><![CDATA[quaresma]]></category>
		<category><![CDATA[ramos]]></category>
		<category><![CDATA[velho-católico]]></category>
		<category><![CDATA[vetero-católico]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?p=995</guid>
		<description><![CDATA[Para Maior Glória de Deus A data de hoje comemora a Descida da Sophia e corresponde à data tradicional do nascimento de Maria, no calendário da Igreja. Ambos os motivos míticos se relacionam com a vinda à terra da imagem feminina do Redentor. A história da descida de Sophia é a história de nossa própria [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>Para Maior Glória de Deus</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A data de hoje comemora a Descida da Sophia e corresponde à data tradicional do nascimento de Maria, no calendário da Igreja. Ambos os motivos míticos se relacionam com a vinda à terra da imagem feminina do Redentor. A história da descida de Sophia é a história de nossa própria queda na matéria. A história do nascimento de Maria descreve o papel do Poder Sagrado Feminino na nossa própria redenção e libertação.</p>
<p style="text-align: justify;">O texto apócrifo do Protevangelion descreve a missão de Maria a esta luz:<br />
&#8220;&#8230; Mas, sendo um exemplo incomparável, sem qualquer tipo de mácula ou contaminação, uma Virgem sem conhecer qualquer homem, dará à luz um filho, e uma serva trará ao mundo o Senhor, que por graça, nome e obras, deverá ser o salvador do mundo. &#8220;</p>
<p style="text-align: justify;">Maria é descrita como uma Virgem poderosa relacionando-se com o espírito feminino da Epinoia (o espírito de Eva que estava contido em Adão) A costela ou co-criadora e primeira mãe arquetípica. Esta contraparte seria a vigia dos Filhos da Luz acabando por se realizar neste plano, através de Maria, aquela que teve as condições de comportar o salvador do mundo, cumprindo a pré-ordenação divina do padrão da redenção humana. Sem ela, enquanto Eva não teria existido a queda, e sem ela enquanto Maria não teriam sido abertas as portas ao nascimento daquele que veio para redimir o erro original.</p>
<p style="text-align: justify;">Ela é pois um dos símbolos da luz que brilha na escuridão. A estrela dos mares, que se ergue como um sinal para os que a procuram, sendo assim a imagem mater ou matriz da intercessora, daquela que apresenta o seu filho, daquela que nos permite conhecê-lo.</p>
<p style="text-align: justify;">Podemos dizer que ela é a alma colectiva da humanidade que sofre e definha na escuridão e no caos, ligando-se a cada um de nós através da alma individual que procura a libertação.</p>
<p style="text-align: justify;">O nosso anseio pela luz e unidade paradisíacos, levam-nos por vezes, a seguirmos a luz falsa do ego inferior fazendo-nos cair no caos da existência material.<br />
Todos tivemos ou temos de cair nesse caos, nesse nadir. Só assim podemos compreender conscientemente a nossa natureza, e apercebermo-nos do real desejo que temos pelo retorno à Plenitude. Aqui se inicia o processo de reconciliação.</p>
<p style="text-align: justify;">A descida de Sophia e seu sofrimento no caos representam a condição existencial da alma humana no mundo. Os sentimentos de medo, frustração, alienação e desespero das experiências de Sophia presa no caos certamente nos são familiares, derivam das provas e das provações que pretendem libertar-nos. A imagem é idêntica à do prisioneiro que procura a fuga.<br />
As nossas ferramentas, são antes de mais o arrependimento. O arrependimento real e interior dos nossos pensamentos, actos e omissões. Ao entregarmos esses arrependimentos à pureza da nossa alma, então entregamo-los à própria mãe. A nossa voz torna-se a Sua vós, e qual é o filho que não escuta – mesmo contrariadamente – o pedido de uma mãe?</p>
<p style="text-align: justify;">Sophia ou Maria, é a imagem por excelência daquele que foi redimido. Através das suas orações à luz toda a salvação veio a terra e por ela o nosso redentor e libertador vem até nós.</p>
<p style="text-align: justify;">Ela, a anima mundi, a Alma do Mundo ainda sofre. Ela clama por redenção do sistema cruel e opressivo em que ela está presa. E cada um de nós tem a obrigação de a ajudar na sua missão. Para tal temos de erguer as nossas almas humanas, temos de nos regenerar, temos de recuperar a pérola de consciência que Sophia semeou em nós desde o início dos tempos como grande mãe, pois só através da consciência humana pode a redenção de toda a criação ocorrer. Nós, seus filhos, temos de a ajudar a reunir e a reconhecer nela toda a humanidade, pois Ela, não voltará para casa sem um dos seus descendentes.<br />
O Evangelho de Filipe refere-se a ela como &#8220;a virgem que nenhum poder macula, que é um anátema para os hebreus, os apóstolos, e os homens ignorantes.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Resumidamente, a interpretação gnóstica pré-cristã, usando o mito do génesis em que Deus criando o Homem à sua imagem e semelhança o fez “homem e mulher” separando-os, mais tarde; conta-nos que Adão era um ser rastejante ao qual Eva deu o poder da Vida (anima). Com inveja, os seres incorpóreos (os arcontes) tentaram retirar-lhe essa capacidade, somente digna do mais puro e imaculado ser, violando-a. Ao ver-se presa, Eva, lançou o seu ser a uma árvore deixando para os violadores somente uma casca não animada. Esta árvore, com os seus frutos, é por demais representada na tradição, associando-se em várias tradições à imagem da árvore a imagem de serpente, símbolo da sabedoria. Nesta árvore manter-se-ia a essência de Eva, sendo o seu fruto o regenerador por excelência. A frase do evangelho alude a este mito.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma terceira imagem de Sophia é Maria Madalena, a consorte de Cristo. A igreja tem uma longa tradição de identificar Maria Madalena com a prostituta que unge os pés de Jesus com óleo e lágrimas.</p>
<p style="text-align: justify;">O mito acima deixado ajuda a compreender o título que lhe é dado, sendo complementado por um outro, simoniano, que conta que Simão encontrou num bordel uma prostituta chamada Helena, na qual reconheceu as características da Epinoia, desposando-a e restaurando-lhe a memória e propriedades divinas.<br />
Maria Madalena pode ser entendida como sendo aquela que se dá aos homens sem que eles a reconheçam, ou sequer se importem com ela; Cristo resgata-a através do seu amor. Podemos assim compreender nesta relação que a alma divina da humanidade rodeada pela luxúria e pela materialidade facilmente se esqueceu da sua natureza divina, até à chegada do Salvador que a resgatou.</p>
<p style="text-align: justify;">A frase: &#8220;A Sophia a quem chamam a estéril é a Mãe dos Anjos e a consorte de Cristo é Maria Madalena.&#8221;Mostra-nos que a Virgem Maria mesmo não conhecendo fisicamente um homem deu à luz como uma mãe física; e que Maria Madalena conhecendo muitos homens fisicamente, não consegue dar à luz os filhos, ou frutos espirituais, até se unir ao seu consorte, Cristo.</p>
<p style="text-align: justify;">Que neste dia, também nós iniciemos o nosso processo interior de noivado com o redentor, de modo a que as nossas bodas se realizem. Ide e dai fruto e que o vosso fruto permaneça.</p>
<p style="text-align: justify;">Que assim seja.</p>
<p><em> </em><a href="http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?attachment_id=114" rel="attachment wp-att-114"><img title="cl2" src="http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/wp-content/uploads/2011/09/cl2.jpg" alt="" width="100" height="100" /></a></p>
<p>Mons. +Lusignan</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?feed=rss2&#038;p=995</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O Valor do Sacrifício e a Fortitude.</title>
		<link>http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?p=990</link>
		<comments>http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?p=990#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 04 Sep 2012 10:50:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mons. Lusignan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Homilias]]></category>
		<category><![CDATA[católica]]></category>
		<category><![CDATA[católico]]></category>
		<category><![CDATA[cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[domingo]]></category>
		<category><![CDATA[ecclesia]]></category>
		<category><![CDATA[gnostico]]></category>
		<category><![CDATA[igreja]]></category>
		<category><![CDATA[liberal]]></category>
		<category><![CDATA[periodo_pascal]]></category>
		<category><![CDATA[primitivo]]></category>
		<category><![CDATA[quaresma]]></category>
		<category><![CDATA[ramos]]></category>
		<category><![CDATA[velho-católico]]></category>
		<category><![CDATA[vetero-católico]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?p=990</guid>
		<description><![CDATA[Para Maior Glória de Deus Fugimos, por instinto, ao que nos trás algum sacrifício. No início, começamos por deixar de lado o que pertence à esfera da generosidade, mas ainda não renegamos a lei divina. Porém, esta fuga, esta atitude em breve nos leva também a essa transgressão, porque a falta de generosidade é como [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>Para Maior Glória de Deus</strong></p>
<p>Fugimos, por instinto, ao que nos trás algum sacrifício. No início, começamos por deixar de lado o que pertence à esfera da generosidade, mas ainda não renegamos a lei divina. Porém, esta fuga, esta atitude em breve nos leva também a essa transgressão, porque a falta de generosidade é como uma descida íngreme; ao recusarmo-nos a aceitar os filhos os amigos e todos os outros, como são; ao faltar-nos seriedade nos negócios ou no trabalho; ao deixamos de lado o culto porque não nos apetece ir até a uma capela ou igreja, tombamos… Até acabarmos por cair num abandono total. Num nadir.</p>
<p>Ao mesmo tempo, instintivamente, procuramos encontrar uma justificação para esta fuga. Dizemos que Deus nos pede, nos força, e nos obriga. E que ele, como pai não nos deveria impor nada. Esquecemos numa caminhada cega, que todos os pais, porque amam os seus filhos, lhes pedem que se esforcem para superar as suas próprias limitações.</p>
<p>Olhemos para nós e compreendamos em nós o que é verdadeiramente o sacrifício e como crianças ou filhos de Deus, aceitemos o caminho que ele nos propõe, pois viver em fuga é viver em infelicidade.</p>
<p>Analisemos em resumo as leituras de hoje de modo a retirarmos delas o tema fundamental da nossa reflexão:</p>
<p>Na primeira leitura, apercebemo-nos de que o próprio Servo é apresentado a falar. Apresenta-se «a falar como um discípulo» (v. 4), embora não se trate de um discípulo qualquer: é um discípulo do Senhor, instruído pelo próprio Deus, tal como dirá Jesus: «a minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou» (João). Segundo o que os Evangelhos deixam ver, a Tradição cristã primitiva logo viu nesta figura a representação profética de Cristo e da sua Paixão, ao arrepio das expectativas messiânicas da época. O referido na frase: “Apresentei as costas àqueles que me batiam… não desviei o rosto daqueles que me insultavam e cuspiam” revela o pleno cumprimento que se dá na paixão.</p>
<p>O Salmo de hoje, é como que um hino de recompensa a todos os que cumpriram a vontade do Pai. Um hino que deveremos interiorizar e compreender no nosso íntimo como sendo a recompensa daqueles justos que alcançaram a Glória Celeste, meta de todos os cristãos.</p>
<p>Tiago, no seu texto, exorta-nos para uma coerência entre o que se diz e o que se faz. A mensagem fundamental é o cuidado que devemos ter com os nossos irmãos, dizendo-nos que “a fé sem obras é morta.” Concorda assim com a passagem do Evangelho de Mateus onde está escrito: “Nem todo o que me diz ‘Senhor, Senhor’ entrará no Reino dos Céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos Céus”</p>
<p>O evangelho culmina a mensagem referindo-nos a renúncia a tudo o que é externo e à tomada da nossa própria cruz como sendo a forma de seguir os passos de Cristo.</p>
<p>Posto isto, desejo hoje deixar-vos uma reflexão acerca da Fortaleza, já que todos os textos se relacionam com ela.</p>
<p>Sabemos que é uma das quatro virtudes cardeais, tendo sido também nomeado, em tempos mais recentes como um dos dons do Santo Espírito. Esta Fortaleza (fortitude) possui vários aspectos que merecem a nossa atenção.</p>
<p>Primeiramente, deveremos compreender que a fortaleza é por si, a realização neste plano onde nos encontramos da fortaleza divina que nos chega de e por Cristo. Esta, actua em nós, dando-nos coragem e perseverança para cumprirmos as tarefas que o senhor nos dá dia a dia. É com ela, com verdadeira coragem, inteligência e amor, que permanecemos como rochas inabaláveis perante todos os elementos que procuram a nossa queda. Com ela cerramos as fileiras do nosso coração, a fim de realizarmos a vontade do Pai.<br />
E porque nos é tão necessária a fortaleza?</p>
<p>Porque pela queda, a nossa vontade perdeu força. Tornamo-nos corruptíveis, cobardes… Uma vezes, recuamos quando Ele nos pede firmeza, outras negamos o que sabemos estar certo para mantermos amizades, outras vezes ainda, procedemos com orgulho mantendo-nos na ilusão do erro.</p>
<p>Vista desta perspectiva, entendemos o porquê da fortaleza estar associada à couraça do espírito ou ao manto protector. Ela representa por si mesma a defesa da vontade divina. Recordemos os anjos ou mesmo os mártires e os mitos a eles associados e veremos neles este signo de poder. Este é o porquê das escolas deixadas pelos pais da Igreja ensinarem que sem fortaleza não poderiam existir outras virtudes. As próprias peregrinações, verdadeiras caminhadas espirituais, dependem dela. Sair do conforto depende dela. Agir depende dela.</p>
<p>Claro está que não devemos andar à procura de coisas que nos custem realizar. Não. Devemos contudo ser firmes no caminho que Deus nos apresentou e que sentimos no coração como certo, principalmente quando nos passou o entusiasmo inicial, quando estamos cansados ou temos a tentação de deixar tudo ao abandono.</p>
<p>Temos de ter coragem! Coragem de renunciar aos desejos fúteis, aos prazeres passageiros, em nome de um bem maior. Só assim, num exercício de amor, bem exercitado, podemos vencer as grandes provas da vida. Vencer ao realizar um verdadeiro sacrifício.</p>
<p>Não é fácil, posso garantir-vos. Muitas vezes errei nestes pontos aparentemente inofensivos. E só a vitória sobre os mesmos me apresentou a resposta.<br />
Pegar na cruz e seguir!</p>
<p>Que bonito seria que cada um de nós pudesse escolher a sua própria cruz. Se cada um, com mais ou menos imaginação, pudesse moldá-la ao seu gosto e usá-la quando lhe apetecesse.</p>
<p>A radicalidade da mensagem cristã funda-se neste ponto. A cruz é-nos dada pelo Pai, conforme a nossa capacidade e necessidade, de modo a que possamos desenvolver com ela o nosso máximo potencial. De nada serve querermos outra. Temos de caminhar com essa e não com a cruz ideal, bonita e decorada, cheia de qualidades estéticas, mas feita de esferovite; cruz ilusória que se desfaz pela acção dos elementos. A verdadeira cruz ensina-nos obediência, fidelidade, mesmo que tal nos leve à própria morte &#8211; imagem da paixão!</p>
<p>Para nós, seres desejosos de conforto, viventes numa sociedade de facilitismo, comodismo e consumismo, para nós que preferimos ficar quietos no nosso cantinho protegido e seguro, a primeira leitura lança o aviso: É preciso abraçar, com coragem e coerência o projecto que Deus nos confia, mesmo quando esse projecto se cumpre no meio da oposição do mundo; é preciso deixarmo-nos desafiar por Deus e acolher, com generosidade, as propostas que Ele nos faz; é preciso assumirmos o papel que Deus nos chama a desempenhar e empenharmo-nos nele. Sem reservas! Em dádiva pura!</p>
<p>É este repto que nos leva à redenção.<br />
“E vós, quem dizeis que Eu sou?’ Pedro tomou a palavra e respondeu: ‘Tu és o Messias”. Depois de várias respostas falhadas à pergunta de Jesus, Pedro, não com os recursos da inteligência humana, mas iluminado por Deus, dá a resposta certa: Jesus é o ‘Messias’ esperado.</p>
<p>O Senhor confirma esta profissão de mesmo que este em seguida mostre não ter compreendido o que disse. Na verdade, Pedro opõe-se com todas as forças ao projecto de Deus. Para ele a Redenção da humanidade não deveria passar pela cruz: pela Paixão e Morte, vias da Ressurreição.</p>
<p>Quem é Jesus? O que é que “os homens” dizem de Jesus? As pessoas interrogam-se sobre Ele? Para muitos, é um desconhecido; outros vêem em Jesus um homem bom, generoso, atento aos sofrimentos dos outros, que sonhou com um mundo diferente; outros ainda vêem em Jesus um admirável “mestre” moral, que tinha uma proposta de vida “interessante”, mas que não conseguiu impor os seus valores; alguns vêem em Jesus um admirável condutor de massas, que lançou uma chama de esperança nos corações das multidões carentes e órfãs, mas que passou de moda quando as multidões deixaram de se interessar pelo fenómeno; outros, ainda, vêem em Jesus um revolucionário, ingénuo e inconsequente, preocupado em construir uma sociedade mais justa e mais livre, que procurou promover os pobres e os marginais e que foi eliminado pelos poderosos, preocupados em manter tudo como estava.</p>
<p>Talvez sem nos apercebermos, sonhamos com um tipo de vida em que o Senhor retire do nosso caminho todos os obstáculos, todos os espinhos, e nos faça caminhar suavemente sobre um tapete de rosas… que não nos peça sacrifícios, porque isso é politicamente incorrecto. À mais pequena contrariedade – dor de cabeça, falta de compreensão dos outros, sofrimento – a nossa fé entra em crise, porque Deus não satisfez tudo o que queríamos, ou porque estávamos à espera de que Ele nos substituísse nos esforços necessários. Os esforços só são esforços, para quem contraria o caminho que Deus lhe deu. São-no para que cada um possa aprender com eles, preparar-se com eles, de modo a voltar ao caminho certo. Sofremos por falta de fé na providência. Tu, e eu… todos nós!</p>
<p>A lógica divina assenta na entrega da vida a Deus, às famílias e aos irmãos. Garante que a vida só tem sentido quando estamos preparados para viver os valores deste reino: O amor, a partilha, o serviço, a solidariedade; realizados com humildade e simplicidade. O nosso conforto consiste em estarmos em sintonia com a vontade de Deus. Em ser feliz ao fazer os outros felizes abdicando, se for necessário, da sua própria felicidade e bem-estar.</p>
<p>Eu tenho a cruz ao ombro, meus irmãos. E vós? Tendes a vossa?</p>
<p>Que assim seja.</p>
<p><em> </em><a href="http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?attachment_id=114" rel="attachment wp-att-114"><img title="cl2" src="http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/wp-content/uploads/2011/09/cl2.jpg" alt="" width="100" height="100" /></a></p>
<p>Mons. +Lusignan</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?feed=rss2&#038;p=990</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O maná que vem do Céu</title>
		<link>http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?p=979</link>
		<comments>http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?p=979#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 09 Aug 2012 22:59:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mons. Lusignan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Homilias]]></category>
		<category><![CDATA[católica]]></category>
		<category><![CDATA[católico]]></category>
		<category><![CDATA[cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[domingo]]></category>
		<category><![CDATA[ecclesia]]></category>
		<category><![CDATA[gnostico]]></category>
		<category><![CDATA[igreja]]></category>
		<category><![CDATA[liberal]]></category>
		<category><![CDATA[periodo_pascal]]></category>
		<category><![CDATA[primitivo]]></category>
		<category><![CDATA[quaresma]]></category>
		<category><![CDATA[ramos]]></category>
		<category><![CDATA[velho-católico]]></category>
		<category><![CDATA[vetero-católico]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?p=979</guid>
		<description><![CDATA[Para Maior Glória de Deus  O Maná Queridos Irmãos, recordemos antes de mais, que comer o Pão, simboliza a apropriação da essência que está contida na substância. Jeremias diz: “A Palavra foi encontrada e eu comi-a e a Palavra foi para mim alegria e regozijo no meu coração.” A fome! Matar a fome física não [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>Para Maior Glória de Deus</strong></p>
<p> <span style="text-align: justify;">O Maná</span></p>
<p style="text-align: justify;">Queridos Irmãos, recordemos antes de mais, que comer o Pão, simboliza a apropriação da essência que está contida na substância. Jeremias diz: “A Palavra foi encontrada e eu comi-a e a Palavra foi para mim alegria e regozijo no meu coração.”</p>
<p style="text-align: justify;">A fome! Matar a fome física não resolve a totalidade da fome humana, pois a fome é muito variável e cheia de interesses e desejos. A fome encontra-se em cada pensamento que temos, nos sentimentos que desejamos alimentar e claro está no nosso corpo físico. João 6:57 diz: “o que me come terá a vida em mim.”<br />
A associação do corpo (substância) ao trigo e à farinha, que amassados com água fermentam ao ar para serem cozidos no fogo do forno, representam em cada um de nós, a semente da palavra, a meditação na mesma e a alteração progressiva que ela tem em nós até se obter o produto final, o Pão.</p>
<p style="text-align: justify;">Este Pão, Pão da vida, é simultaneamente deste e do outro mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Deste porque é nele que habitamos, é nele que agimos, é nele que nos transformamos, pelas etapas que referi. Do outro, porque é dele que emana a força e a realidade espiritual que origina, causa e permite a alteração da matéria. Jesus, à imagem da eucaristia fala desta realidade logo após o milagre da multiplicação dos pães.</p>
<p style="text-align: justify;">Moisés e Arãao não puderam agir ou proporcionar o milagre, simplesmente cumpriram e confiaram no Senhor; mas Cristo, Deus Encarnado fá-lo, não na matéria-prima – a farinha – mas já no produto acabado, o pão! Nesse momento ele manifesta a realidade salvífica e restauradora do género humano. Ele já não é o pão que mata a fome física, Ele é mais que isso. É a própria vida, o Logos da Vida Eterna. Nele a alma alimenta-se, o corpo de glória fortalece-se. Nele, o novo maná que mata a fome espiritual revela-se.</p>
<p style="text-align: justify;">Recordais que na última eucaristia, ao por do sol, um momento de quietude se fez sentir. O vento cessou, os passarinhos pararam, tudo ficou em silêncio, porque o Maná; a presença; se revela fisicamente nesse momento no mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Se é assim fora, também é assim dentro. Como?</p>
<p style="text-align: justify;">No momento em que deixamos que o vento cesse na nossa mente, que os passarinhos parem, que o silencio se instale, então o Maná encontra forma de descer sobre nós. Esse Maná, deixado por Cristo é o próprio Espírito Santo. Este é o significado que a Eucaristia apresenta pela transubstanciação das espécies (onde se incluí a espécie humana) onde realizamos o duplo mistério da união do Maná com as águas vivas ou vivificadoras, As Bodas Crísticas. Estas, alimentam a nossa consciência e mostram-nos que a divina substância está presente em toda a criação e por isso na matéria, na vida, na consciência e no ser.</p>
<p style="text-align: justify;">Cada vez que matamos a nossa fome, que nos alimentamos conscientemente, ligamos o céu e a terra, regenerando-nos progressivamente.<br />
Esta regeneração progressiva, referida pelos Apóstolos e pelos Pais da Igreja, este crescimento progressivo, representa o Baptismo do Espírito Santo que S. João refere no apocalipse como sendo “Maná escondido” o Baptismo que transforma… Mais que isso, que transmuta o nosso corpo para o tornar imortal. Não neste plano, mas no plano Espiritual. Assim se cumpre a Palavra sagrada quendo nos diz que ao experimentarmos a verdadeira vida “já não somos nós que vivemos, mas Cristo que vive em nós”.</p>
<p style="text-align: justify;">Cada vez que participamos dos mistérios, cada vez que nos alimentamos na afirmação da fé, cada vez que nos damos em sacrifício e nos tornamos em Ara; revivemos e alimentamo-nos do Verbo Divino, tornamo-nos pedras vivas e membros do Templo do Senhor.</p>
<p style="text-align: justify;">Que o homem velho dê origem ao homem novo ao homem regenerado para que assim se cumpra o desígnio mais alto deixado por Deus. Honremos e glorifiquemos o Senhor que resgatou e reuniu o seu povo e nos deu um Salvador poderoso da casa de David, Seu servo.</p>
<p>Ámen.</p>
<p><em> </em><a href="http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?attachment_id=114" rel="attachment wp-att-114"><img title="cl2" src="http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/wp-content/uploads/2011/09/cl2.jpg" alt="" width="100" height="100" /></a></p>
<p>Mons. +Lusignan</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?feed=rss2&#038;p=979</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Talita Kum</title>
		<link>http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?p=958</link>
		<comments>http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?p=958#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 02 Jul 2012 23:25:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mons. Lusignan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Homilias]]></category>
		<category><![CDATA[católica]]></category>
		<category><![CDATA[católico]]></category>
		<category><![CDATA[cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[domingo]]></category>
		<category><![CDATA[ecclesia]]></category>
		<category><![CDATA[gnostico]]></category>
		<category><![CDATA[igreja]]></category>
		<category><![CDATA[liberal]]></category>
		<category><![CDATA[periodo_pascal]]></category>
		<category><![CDATA[primitivo]]></category>
		<category><![CDATA[quaresma]]></category>
		<category><![CDATA[ramos]]></category>
		<category><![CDATA[velho-católico]]></category>
		<category><![CDATA[vetero-católico]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?p=958</guid>
		<description><![CDATA[ Para Maior Glória de Deus Queridos Irmãos; Fugindo ao turbilhão diário que ocupa as nossas semanas encontramo-nos aqui hoje para honrar e louvar o Senhor. Este é o momento em que afastados do mundo secular, procuramos recentrar-nos alimentando-nos da Palavra e do corpo e sangue do Senhor. Fazemo-lo em comunhão, em unidade plena, numa união [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong> </strong><strong>Para Maior Glória de Deus</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Queridos Irmãos;</p>
<p style="text-align: justify;">Fugindo ao turbilhão diário que ocupa as nossas semanas encontramo-nos aqui hoje para honrar e louvar o Senhor. Este é o momento em que afastados do mundo secular, procuramos recentrar-nos alimentando-nos da Palavra e do corpo e sangue do Senhor.</p>
<p style="text-align: justify;">Fazemo-lo em comunhão, em unidade plena, numa união que nos liga uns aos outros e todos ao Senhor. Esta união é visível na dádiva da paz em que de mãos dadas formamos um só cordão; e invisível no todo da celebração em que cada um de nós, feito presente no altar, se liga pela acção do sacerdote ao Anjo Eucarístico participando no sacrifício e concomitantemente nas graças que o mesmo dispensa pela acção divina. A Paz é a massa que une os tijolos que são cada homem e mulher, cada um de nós aqui presente.</p>
<p style="text-align: justify;">É à volta do altar, verdadeiro ponto de fuga, ponto de escape e de emanação dos eflúvios celestes que nos reunimos, tornando-se ele, também, no ponto de concentração e de equidistância da nossa mente.</p>
<p style="text-align: justify;">O altar é a mesa consagrada e orientada, onde a fonte de Vida, Cristo, se faz presente na Eucaristia. Nesta mesa, de pedra ou de madeira, encontra-se a pedra de Ara, que representa a mesma pedra sacrificial que suplantada no Gólgota, se ergue no mundo como gloriosa cruz de nova luz. É nesta pedra que pela inteligência e pela vontade se reúnem as sete forças primordiais da criação ao longo do ritual. É nela que o pão e vinho mortais, se transformam em partículas de imortalidade que serão tomados por cada um de nós. É por este mistério e sacramento inefável, verdadeiro mistério de Melquitzedeck, que os nossos corpos &#8211; visíveis e invisíveis &#8211; se preparam para a sua própria ressurreição.</p>
<p style="text-align: justify;">Por Ele (pelo sacramento), com Ele, e Nele; cada um de nós prepara o templo necessário para a consumação divina.</p>
<p style="text-align: justify;">Por Ele, com Ele e Nele, invocamos a descida do Santo-Espírito.</p>
<p style="text-align: justify;">Pelo pão, vinho e água: Corpo, Espírito e Alma, recebemos o alimento que nos amplia e engrandece.</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo isto constitui a mecânica eucarística, que é a mecânica da ressurreição. O processo eucarístico desperta-nos do sono profundo e letárgico. Ele ergue-nos das profundezas para nos elevar.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta ressurreição, que ocorre no altar, pela vivificação das ofertas, é-nos relatada em forma de antecipação desde o antigo testamento, para se concluir no Novo, com a ressurreição do Senhor. Assim as leituras de hoje, levam-nos através de um percurso que parte da diferenciação entre o castigo e a recompensa, até à plenitude da fé sapiêncial e confiante que com esperança espera o momento do toque divino. Toque de desejamos e ansiamos com confiança.</p>
<p style="text-align: justify;">Todas as vezes que nos aproximamos do Altar o senhor diz-nos <em>“</em><em>Talita Kum” </em>diz-nos: Alteia-te do sono pesado e anda. Ergue-te e vive. Larga o lastro que te prende ao mundo, liberta-te! <em>“Eu te Ordeno: Levanta-te” </em>Eu te alinho para que possas andar. Tem confiança! Dá o passo!</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, temos nós vontade de o dar? Temos nós suficiente confiança para abandonarmos os lastros e âncoras, as correntes que nos aprisionam, os grilhões que nos manietam?</p>
<p style="text-align: justify;">Conseguiremos nós deixar a ilusão que temos como certa, para nos largarmos no deserto da realidade?</p>
<p style="text-align: justify;">Conseguiremos abandonar velhos hábitos? Velhos vícios, orgulhos?</p>
<p style="text-align: justify;">Conseguiremos matar as velhas personalidades, para nos reerguermos como novos seres activados pelo baptismo e pelo fogo crismal; seres que alimentados  pelo Sacramento Eucarístico o deixam agir em plenipotência?</p>
<p style="text-align: justify;">Sei que não é tarefa fácil, muito menos rápida, mas somente aquilo que é conquistado possui validade e permanência. Tal como uma árvore muda de folhagem, como um animal muda o pelo, também nós sentimos a necessidade de mudança. Algo nos impele a isso. O homem e mulher velhos, querem dar lugar ao novo homem que se encontra em gestação.</p>
<p style="text-align: justify;">É este sopro que ouvimos interiormente que à imagem do sopro Adâmico, procura dar-nos a nova vida. Este sopro que pela voz do Senhor eleva da morte mundana todos os que o recebem. Saiamos dos nossos túmulos mundanos, elevemo-nos para lá da carne e olhemos como a águia, a radiante luz que do altar nos é dispensada.  Muitos já realizaram isto em si mesmos, outros necessitam ainda de o fazer.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso, irmãos meus, hoje exorto-vos à radicalidade da mudança; e tomando a vossa mão na minha lanço-vos a sopro do meu próprio verbo, imagem daquele que vem do alto, para dizer a cada um de vós:</p>
<p style="text-align: justify;">“Talita Kum! Eu te ordeno, levanta-te!</p>
<p style="text-align: justify;">Ámen.</p>
<p><em> </em><a href="http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?attachment_id=114" rel="attachment wp-att-114"><img title="cl2" src="http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/wp-content/uploads/2011/09/cl2.jpg" alt="" width="100" height="100" /></a></p>
<p>Mons. +Lusignan</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?feed=rss2&#038;p=958</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>S. João Baptista &#8211; Homilia da Celebração</title>
		<link>http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?p=948</link>
		<comments>http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?p=948#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 26 Jun 2012 17:03:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mons Veritatis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Homilias]]></category>
		<category><![CDATA[católica]]></category>
		<category><![CDATA[católico]]></category>
		<category><![CDATA[cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[domingo]]></category>
		<category><![CDATA[ecclesia]]></category>
		<category><![CDATA[gnostico]]></category>
		<category><![CDATA[igreja]]></category>
		<category><![CDATA[liberal]]></category>
		<category><![CDATA[periodo_pascal]]></category>
		<category><![CDATA[primitivo]]></category>
		<category><![CDATA[quaresma]]></category>
		<category><![CDATA[ramos]]></category>
		<category><![CDATA[velho-católico]]></category>
		<category><![CDATA[vetero-católico]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?p=948</guid>
		<description><![CDATA[Ad Majorem Dei Gloriam “Eu sou a voz que clama no deserto”, João 1:23 Mas afinal quem é João? Quem é aquele que clama no deserto? Em que deserto clama o que clama? O deserto é nosso conhecido. É vosso conhecido. Estamos nele. Hoje estamos aqui neste lugar privilegiado, já em descanso e recolhimento, mas [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>Ad Majorem Dei Gloriam</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>“Eu sou a voz que clama no deserto”</em>, João 1:23</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Mas afinal quem é João?</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Quem é aquele que clama no deserto? Em que deserto clama o que clama?</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">O deserto é nosso conhecido. É vosso conhecido. Estamos nele. Hoje estamos aqui neste lugar privilegiado, já em descanso e recolhimento, mas passámos o dia entre folhagens, entre risos e pássaros, crianças e sol, alegria e multidão, preenchendo com os nossos jogos, as nossas canções, os nossos amigos, a nossa família; na verdade preenchendo com a nossa alegria, o deserto do nada, que é o mundo quando nele não há alegria, não há família, não há amigos, não há canções, não há jogos, não há multidão; quando nele não há crianças, não há pássaros, não há risos. Quando a realidade não é vestida pela nossa imaginação, quando o esqueleto da vida se apresenta sem adorno nem enfeite, quando damos por nós no intervalo da festa e no silêncio das intermitências do gargalhar da folia, quando regressamos ao que é e deixamos a alucinação do que queríamos que fosse, aí está o deserto. Aí estamos sós. Aí somos. Nós. Não eu, nem tu. Nós. Eu e Eu. Um visível e um invisível. Um no deserto e outro encoberto.</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>Quem é aquele que anda no deserto? Em que deserto anda o que anda?</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">Há uma vasta terra interior, subterrânea e subcutânea, subconsciente e latente que não exploramos. Vestimos o corpo com roupa, calçamos os pés com sapatos, decoramos os pulsos com pulseiras e ao pescoço temos colares. Mas essa vasta terra inexplorada interior continua deserta. Continua inóspita. Continua nua. Continua.</p>
<p style="text-align: justify;">Fomos à lua, mas não conhecemos a Lua em nós. Olhamos as estrelas e galáxias a distâncias impossíveis com sofisticados telescópios, mas não olhamos a estrela em nós. Imaginamos viagens à velocidade da luz, mas não vemos a luz em nós. Procuramos seres extraterrestres que nos salvem das monótonas noites de Prime-Time frente ao écran &#8211; um Reality Show cósmico &#8211; extraterrestres de pipoca e chocolate, mas não procuramos os seres intra-humanos. Em espalhafatoso clamor, partilhamos no Facebook todos os anúncios de fim do mundo; o dos Maias, o do Padre Amaro, o da Rua das Flores, o do Primo Basílio. Mas não parecemos capazes de ver o nosso fim do mundo, a nossa finitude congénita no mundo congénito que somos nós. Deserto? Qual deserto? Já fizemos quase tudo, já chegámos às finais do Euro, já descobrimos o Brasil, já pedimos ajuda à Europa, já elegemos ineptos que nos governam e temos o Cristiano Ronaldo a marcar golos. Qual deserto? Qual quê? Deserto? A vida é cheia de aventuras, de conquitas, de azares e sortes, de touradas e garrotes, a vida é corrente, a vida é festa, é cor, é sonho! A vida é sonho. Sonho e espuma. A vida é espuma. É nada. A festa é enfeite. O enfeite é efeito. O efeito cessa. Sopram-se as velas e o tudo é nada. Uma linha vertical de fumo branco que se esvai na tarde calma e regressa ao espesso da noite escura. Quando o efeito cessa, a vida é deserto, o riso é nada.</p>
<p style="text-align: justify;">Sim, mergulhámos em oceanos, conquistámos montanhas, e no deserto fazemos divertidos rallies, com carros pelos ares em câmara lenta nas dunas dos telejornais. Pois foi. Mas não mergulhámos em nós, não nos conquistámos a nós e o nosso deserto continua vago, vazio, inóspito, estéril, árido, infértil, seco. Vão. Em vão vamos à festa. Vamos nus por dentro. Vãos. Em vão vamos ao fim do mundo. Em vão conquistamos a montanha. Em vão chegamos ao fim do poema. Em vão proferimos a última palavra. Em vão partilhamos vinho e pão. O Vão que somos, vago e vazio, vácuo e oco, o vão que somos é o deserto onde anda aquele que anda. Onde clama o que clama. Onde estamos sós. Nós. Não eu, nem tu. Nós. Eu e Eu. Um visível e um invisível. Um no deserto e outro encoberto.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Quem é aquele que chama no deserto? Em que deserto chama o que chama? E que chama, chama o que chama no deserto?</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Ainda o fim da noite espessa, turva os sentidos e já o que chama no deserto sabe que a chama está próxima. Ainda o tenebroso manto do torpor noturno mantém a rigidez fria no corpo e já o que chama no deserto chama por aquele que irá trazer calor. Antevê no chamar a visão da chama. Como galo na madrugada silenciosa, convoca em súplica e altar de pena o Sol que adivinha. Não o vê. A sombra é fechada e completa, nem um raio de luz aparece no Oriente. João, o que chama no deserto, o que anuncia o que não se vê, o que invoca o futuro Senhor, o que não é a Luz, mas antecipa a Luz, o que está no deserto, o que está no solitário degredo, ele é o Eu do nós. Não eu, nem tu. Nós. Eu e Eu. Um visível e um invisível. Um no deserto e outro encoberto. João clamando no deserto, Jesus encoberto. Ioanis anuncia Ieshua. Um na sombra, o outro o Sol. João, primeiro raio da Luz que ainda não se vê.</p>
<p style="text-align: justify;">João é, então em nós, o Eu que espera e sabe com a exatidão de um navegante que a Terra Prometida emerge no horizonte, mesmo antes de a ver. Sabe com precisão. Antecipa. Vê. Não necessita de sinais mais claros do que ele mesmo. Que sinal do Senhor haverá mais claro do que aquele que, não só O deseja, mas sabe no seu coração que o tempo está cerca e que Ele se anuncia? Somos, cada um de nós, João. Somos os anunciadores de um Sol. Os raios vivos de uma Luz que cedo despontará no horizonte. Não somos a Luz. Somos a forma palpável dessa luz. Não eu, nem tu. Nós. Eu e Eu. Um visível e um invisível. Um no deserto e outro encoberto.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem é João? Quem é capaz de ver o invisível? Quem é capaz de antever a antemanhã? Quem é capaz de tomar a Taça em admirável assombro e, antes que Longinos passe, rasgue o flanco e o trespasse, em chaga ardente e abundante, ter já elevada a Taça para que se não perca o sagrado sangue? Quem é que espera a longa espera? Quem pode descobrir o Encoberto? Quem sabe deliciar-se com o perfume da Rosa quando ainda só há botão?</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Na noite da crise, da dificuldade, somos João. Sabemos que o Senhor está próximo.</li>
<li>Na noite do desânimo e do medo, somos João. Sabemos que o Senhor está próximo.</li>
<li>Na madrugada do desespero e da solidão, somos João. Sabemos que o Senhor está próximo</li>
<li>Na ante-manhã da agrura e do desconsolo, somos João. Sabemos que o Senhor está próximo.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Eu sou a voz que clama no deserto&#8221;</em>, sou a certeza que melhores dias virão. Sou a garganta que ecoa o boa notícia, sou a invocação do Sol a vir, sou a arauto do Encoberto, sou um raio de Luz da Luz que virá.</p>
<p style="text-align: justify;">Tu! Como te chamas? (João!)</p>
<p style="text-align: justify;">E tu? (João!)</p>
<p style="text-align: justify;">E tu? (João!)</p>
<p style="text-align: justify;">E tu? (João!)</p>
<p style="text-align: justify;">E todos vós? (João!)</p>
<p style="text-align: justify;">Quem aqui é João?</p>
<p style="text-align: justify;">Meus queridos irmãos e irmãs, eu sou João!</p>
<p style="text-align: justify;">Ámen!</p>
<p><a style="text-align: center;" href="http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?attachment_id=15" rel="attachment wp-att-15"><img class="wp-image-15 alignleft" title="fv" src="http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/wp-content/uploads/2011/09/fv.jpg" alt="" width="90" height="90" /></a></p>
<div style="text-align: left;"></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="text-align: left;">Mons. +Flamula Veritatis</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?feed=rss2&#038;p=948</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Acerca da SSª Trindade</title>
		<link>http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?p=927</link>
		<comments>http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?p=927#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 04 Jun 2012 15:05:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mons. Lusignan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Homilias]]></category>
		<category><![CDATA[católica]]></category>
		<category><![CDATA[católico]]></category>
		<category><![CDATA[cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[domingo]]></category>
		<category><![CDATA[ecclesia]]></category>
		<category><![CDATA[gnostico]]></category>
		<category><![CDATA[igreja]]></category>
		<category><![CDATA[liberal]]></category>
		<category><![CDATA[periodo_pascal]]></category>
		<category><![CDATA[primitivo]]></category>
		<category><![CDATA[quaresma]]></category>
		<category><![CDATA[ramos]]></category>
		<category><![CDATA[velho-católico]]></category>
		<category><![CDATA[vetero-católico]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?p=927</guid>
		<description><![CDATA[ Para Maior Glória de Deus Estimados Irmãos; Após termos comemorado a infusão do Santo Espírito no passado Domingo, é hoje dia de reflectirmos sobre um dos temas mais debatidos do Cristianismo. Questionado dado que para os cristãos primitivos, a trindade não era vista ou sequer equacionada como hoje a entendemos e pensamos. Na verdade, só [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong> </strong><strong>Para Maior Glória de Deus</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Estimados Irmãos;</p>
<p style="text-align: justify;">Após termos comemorado a infusão do Santo Espírito no passado Domingo, é hoje dia de reflectirmos sobre um dos temas mais debatidos do Cristianismo.</p>
<p style="text-align: justify;">Questionado dado que para os cristãos primitivos, a trindade não era vista ou sequer equacionada como hoje a entendemos e pensamos. Na verdade, só após muitos séculos e cisões dentro dos braços da Igreja Una de Cristo, a realidade ternária da tripla essência divina foi estabelecida. Mas não para todos os actuais ramos. Nós, estudantes da sabedoria eterna, verdadeiros Católicos, desejamos conhecer as realidades do mundo cristão e de todas as suas diversas formas de sentir e viver, para tentamos abarcar dentro de nós mesmos a súmula primária e a essência iluminadora. Geralmente encontramo-la na visão da sabedoria mística, dado que esta se manifesta pelo pensamento frutificado pelo estudo e vivificado pelo coração.</p>
<p style="text-align: justify;">O termo trindade aplica-se a três conceitos: Pai. Filho e Espírito-Santo. Ou seja: Mente, Ideia e Expressão. Esta tríade forma a base do Credo Cristão e por isso, hoje iniciaremos a nossa meditação apoiando-nos nele, já que em seguida o professaremos como prova da nossa fé, assente na compreensão interior da palavra, que se torna, assim, em alimento íntimo vivificador.</p>
<p style="text-align: justify;">O Pai é a fonte, a origem a raiz o criador de tudo. Ouçamos:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>“Creio em um só Deus, Pai Todo Poderoso, Criador do Céu e da Terra De todas as coisas visíveis e invisíveis”</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">O Filho que procede Dele, não através da criação, mas por geração da vontade divina, é igual a Ele em natureza sendo em essência a diferenciação da substância primordial de Deus Pai. Que encarnará como remissor de Adão.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigénito de Deus, Nascido do Pai antes de todos os séculos; Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; Gerado, não criado, consubstancial ao Pai. </em></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Por Ele todas as coisas foram feitas, e por nós, homens, e para nossa salvação Desceu dos céus e encarnou pelo Espírito-Santo, no seio da Virgem Maria. E se fez homem.</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">A parte seguinte respeita à paixão e à Páscoa: <em>Ecce Hommo</em>, Cruz, Morte, Sepultação, Ressurreição e Ascensão. Pré-figurando no final a Divina Parusia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; Padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, Conforme as Escrituras; E subiu aos céus, Onde está sentado à direita do Pai. Para julgar os vivos e os mortos; E o seu reino não terá fim.</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">O Espírito-Santo é o Verbo em acção. Por isso se apresenta em forma de vento, de sopro, de trabalho e obra. É aquele que inspira o homem e que lhe serve de Guia. É o reparador &#8211; o que repara a dor &#8211; e o confortador &#8211; o que conforta a dor.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Creio no Espírito-Santo. Senhor que dá a vida, E procede do Pai e do Filho; E com o Pai e o Filho É adorado e glorificado: Ele que falou pelos Profetas.</em></strong><strong><em></em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">No final é-nos apresentada a Obra perene que viverá até à segunda vinda do Senhor acabando com a frase que personaliza em cada ser a aspiração da imagem de Jesus quando da sua Ascensão.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Creio na Igreja una, santa, Católica e apostólica. </em></strong><strong><em>Professo um só Baptismo Para remissão dos pecados. </em></strong><strong><em>E espero a ressurreição dos mortos, e vida do mundo que há-de vir. Ámen</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Conforme o disposto, para nós, a Trindade Divina: Pai, Filho e E. Santo, conhece-se primariamente por reflexo. Sabemos que fomos criados à imagem e semelhança divina, portanto será justo dizer que também nós somos trinos. A tradição, nossa fonte, dá-nos pistas para a compreensão desta verdade dizendo-nos que existem três planos distintos pleni-unidos no Homem. São eles: o corpo físico, a alma emotiva, e a alma mental. Esta concepção apresenta-nos a Mente, as ideias e as suas expressões como o mapa que percorrido corresponderá à santificação do corpo, templo de Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">No antigo testamento esta divisão é representada de diversas formas. Uma delas refere-se a três nações: Egipto, Assíria e Israel; que equivalem às provas (e provações) progressivas da nação eleita até esta se estabelecer na terra prometida. Ou seja à própria trindade, Trígono ou plano de Deus usado como símbolo do seu reino.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre imensas ilustrações bíblicas, usarei uma presente no livro dos Segundo livro dos Reis 4-42, onde dada uma chave importante no que toca ao ternário. A palavra hebraica: Baal-Shalishah que significa o Senhor de Shalishah, ou seja o Senhor dos três. Esta referência refere-se não a Deus, mas sim ao Homem que reina sobre a criação paradisíaca. O Homem que antes da queda, antes de sequer se aperceber ou desejar as formas externas (de que a parra e a vergonha são símbolo), vive num estado de comunhão com o que é real e verdadeiro, estado de perfeição e de incorruptibilidade. É a consciência pura e nivelada que medeia o acesso a Cristo e por sua vez ao Pai. Este é o motivo que nos leva a cerimonialmente usarmos o ternário durante a Missa em várias ocasiões, desde a acção física sincronizada com o verbo nos asperges, na bênção, no <em>confessio</em>, no <em>Kyrie,</em> após a secreta, no Trígono Kadosh, Agnus Dei etc. A ordem ascendente: Ser, Cristo, Pai através do anjo eucarístico invocado no início da celebração e operado por meio do E. Santo pelo Logos do Sacerdote.</p>
<p style="text-align: justify;">É esta acção que faz com que as ofertas apresentadas sobre o altar, subam ao altar divino a fim de serem infundidas pela essência sacra. As ofertas são o sal da terra onde se fixa o enxofre celeste que desce através da acção mercurial.</p>
<p style="text-align: justify;">O Novo Testamento, apresenta-nos esta realidade, primeiro pela acção do Verbo encarnado como Filho do Pai que está nos céus completando-a no Pentecostes, momento em que a acção divina e paternal se manifesta para toda a humanidade concluindo a mensagem de carinho, amor benévolo e indulgência que redime a falta Adâmica, para que o género humano possa crescer em sabedoria e poder. Esta é a imagem do mundo actual, onde o homem já cresceu em poder pelo controlo da matéria através das ciências, das artes e do engenho.</p>
<p style="text-align: justify;">A imagem de um mundo que cada vez mais se volta para a espiritualidade, sem saber muito bem porquê! E onde muitas vezes falta um sentido orientador que permita ao ser desperto realizar-se em plenitude pela experiência concreta que leva à compreensão.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje a trindade pode ser entendida como sendo a Autoridade Reconhecida pelos que se desprenderam da letra pretendendo viver o Espírito.</p>
<p style="text-align: justify;">Os nossos primeiros pais cristãos, compreenderam bem esta mensagem e por isso viviam em comunhão, em comunidade, esforçando-se para que sob cada um o Espírito se manifestasse. Trabalhavam para reerguer o seu Templo Sagrado, isto é, o corpo de glória redimido, a verdadeira Grande Obra constituída pouco a pouco pelas pequenas obras do dia-a-dia. A obra consciente que entra em analogia com o super-consciente mental. A chave da perseverança ou da insistência relaciona-se com esta realidade. Quanto mais realizarmos uma obra, quanto mais praticarmos as virtudes e as acções de misericórdia e compaixão, mais rapidamente impregnaremos o Super-consciente, canal e veículo para Cristo, Rei do Universo, e Filho de Deus Pai.</p>
<p style="text-align: justify;">Ámen;</p>
<p><em> </em><a href="http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?attachment_id=114" rel="attachment wp-att-114"><img title="cl2" src="http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/wp-content/uploads/2011/09/cl2.jpg" alt="" width="100" height="100" /></a></p>
<p>Mons. +Lusignan</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?feed=rss2&#038;p=927</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Pentecostes</title>
		<link>http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?p=881</link>
		<comments>http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?p=881#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 28 May 2012 09:10:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mons. Lusignan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Homilias]]></category>
		<category><![CDATA[católica]]></category>
		<category><![CDATA[católico]]></category>
		<category><![CDATA[cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[domingo]]></category>
		<category><![CDATA[ecclesia]]></category>
		<category><![CDATA[gnostico]]></category>
		<category><![CDATA[igreja]]></category>
		<category><![CDATA[liberal]]></category>
		<category><![CDATA[periodo_pascal]]></category>
		<category><![CDATA[primitivo]]></category>
		<category><![CDATA[quaresma]]></category>
		<category><![CDATA[ramos]]></category>
		<category><![CDATA[velho-católico]]></category>
		<category><![CDATA[vetero-católico]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?p=881</guid>
		<description><![CDATA[ Para Maior Glória de Deus Queridos irmãos, celebramos hoje em júbilo o momento em que se abriram as portas do céu, de modo a que o Espírito-Santo pudesse impregnar os discípulos reunidos. Terminará hoje, em êxtase, o nosso percurso Pascal. Tentemos antes de mais estabelecer os paralelos necessários para a compreensão desta festividade. Diz-nos o [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong> </strong><strong>Para Maior Glória de Deus</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Queridos irmãos, celebramos hoje em júbilo o momento em que se abriram as portas do céu, de modo a que o Espírito-Santo pudesse impregnar os discípulos reunidos. Terminará hoje, em êxtase, o nosso percurso Pascal. Tentemos antes de mais estabelecer os paralelos necessários para a compreensão desta festividade.</p>
<p style="text-align: justify;">Diz-nos o Evangelho, que no quinquagésimo dia após a Páscoa, data evocatória para o povo judeu do êxodo do Egipto; que os discípulos se encontravam reunidos para celebrar, como judeus cristãos, a festa das colheitas. Esta festa, mais tarde levada para os templos onde se agregou o sentido histórico &#8211; em que se recordava o momento em que o povo eleito, pela mão do seu condutor, Moisés, terá recebido os Mandamentos da Lei, sinal da nova vida instituída por Iavé &#8211; tinha raízes agrícolas e familiares. Nela se aproveitava o sentido da nova colheita do trigo, da cevada e de outros bens necessários á vida, para espelhar o sinal de renascimento da natureza e do homem. Contudo para nós, hoje, esta festa agrega alguns pormenores que, à vista descuidada, passam despercebidos.</p>
<p style="text-align: justify;">Notemos antes de mais que da Páscoa à Ascensão, que celebramos no passado Domingo, se passam quarenta dias, sendo o Pentecostes solenizado dez dias após a Ascensão. Sabemos que o número quarenta se relaciona com um período de passagem, de preparação para uma nova fase, e que o dez representa o retorno potenciado à unidade após o término de todo um ciclo. As palavras de Cristo tornam-se mais claras quando iluminadas à luz da compreensão dos mistérios e da descrição mística que nos foi deixada: Cristo ascende, e como prometido deixa como agente divino o Espírito-Santo, o Paracleto, o Consolador, aquele que reconhecemos no Credo como “o Senhor que dá a vida”. A ligação aos mistérios hebraicos e até aos mistérios mais antigos é evidente. O Pentecostes é, em primeiro lugar o banquete ou a boda do novo alimento, o sinal da nova vida, da passagem do ser para outra forma que se alimenta da Essência divina, representada pelas línguas de fogo que descem sobre os discípulos.</p>
<p style="text-align: justify;">Numa extraordinária passagem, as línguas confundidas por Deus em Babel reúnem-se e descem sobre os discípulos como signo de união e santificação. Os dispersos voltam à unidade e o sinal desta realidade é-nos dado no evangelho quando descreve que os mesmos após a descida “das línguas de fogo” passaram a falar e a compreender todos os idiomas.</p>
<p style="text-align: justify;">Se antes da descida do Espírito-Santo, a comunidade cristã vivia receosa e inactiva, após esta data ela se apresenta eloquente e inspirada. É esse primeiro grupo que significa toda a nova humanidade: povo eleito, povo santo reunido no amor, que dá forma a <em>Ecclésia</em>. Primeiro em Jerusalém e depois progressivamente a toda a terra, verdadeiro terreno de missão dos Apóstolos e hoje dos bispos que deles receberam por Cristo o dom do Espírito-Santo que os capacita desse mandato.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje, e porque é dia Pentecostes é dia de falarmos da nossa Obra; da nossa missão pessoal e colectiva, que nos foi dada desde o dia do nosso nascimento enquanto indivíduos e enquanto Lusos. Dos nossos dons particulares que se unem a todos os dons ou dádivas colectivas para em comunhão formarem algo novo.</p>
<p style="text-align: justify;">Pentecostes representa como vimos os cinquenta dias após a Páscoa, data que podemos reduzir a 5 (50 = 5+0 = 5) número fundamental para o desenvolvimento do dia de hoje.</p>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td valign="top" width="91">
<p align="center">Numero</p>
</td>
<td valign="top" width="84">
<p align="center">Letra</p>
</td>
<td valign="top" width="132">
<p align="center">Senso Literal</p>
</td>
<td valign="top" width="269">
<p align="center">Senso simbólico</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="91">
<p align="center"><strong>40</strong></p>
</td>
<td valign="top" width="84">
<p align="center"><strong>MEM</strong></p>
</td>
<td valign="top" width="132">
<p align="center"><strong>Água</strong></p>
</td>
<td valign="top" width="269">
<p align="center"><strong>Dominar, vencer, derrotar</strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="91">
<p align="center"><strong>10</strong></p>
</td>
<td valign="top" width="84">
<p align="center"><strong>IOD</strong></p>
</td>
<td valign="top" width="132">
<p align="center"><strong>Mão fechada</strong></p>
</td>
<td valign="top" width="269">
<p align="center"><strong>Acção, trabalho, realização</strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="91">
<p align="center"><strong>50</strong></p>
</td>
<td valign="top" width="84">
<p align="center"><strong>NUN</strong></p>
</td>
<td valign="top" width="132">
<p align="center"><strong>Peixe</strong></p>
</td>
<td valign="top" width="269">
<p align="center"><strong>Actividade e vida</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify;">Vendo o quadro deixado acima percebemos que a letra Mem e o número que lhe está associado, se identificam com uma passagem de estado, com um domínio sobre alguma coisa, de que são exemplo os 40 anos que o povo hebreu passou no deserto até atingir a terra prometida, os 40 dias de jejum de Cristo no deserto, os actuais 40 dias da quaresma, os 40 dias que medeiam a ressurreição e a ascensão de Cristo e tantos outros.</p>
<p style="text-align: justify;">O 10 que somado a 40 totaliza o cinquenta, representa o Iod, a mais pequena letra do alfabeto hebraico, cuja imagem é exactamente uma partícula ou língua de fogo que desce sobre todas as outras letras para lhes infundir o seu poder. O fogo que é representado na apresentação dos dons eucarísticos, pela gota de água que derramada sobre o vinho se mistura nele, à imagem de toda a humanidade que se mistura com Cristo por meio do Espírito-Santo.</p>
<p style="text-align: center;" align="center"> <img title="Iod" src="http://i4.photobucket.com/albums/y147/jan_sobieskiii/mitologia/escritas/alf_hebraico-10iod.png" alt="Iod" width="120" height="120" /></p>
<p style="text-align: center;" align="center">Iod hebraico</p>
<p style="text-align: justify;">O 50, de Nun, ou o cinco potenciado, representa e resume a função do Paracleto e a sua acção em cada um de nós. O peixe, símbolo cristão por excelência representa a actividade incessável. Esse Espírito que esteve presente desde a criação do universo relatado no Génesis <em>(“o Espírito de Deus movia-se sobre a superfície das águas”)</em> impregna no novo testamento as águas, ligando-se a elas pelo Baptismo. Esse ponto, fundamental para a compreensão da força e poder de Cristo foi derramado em todos nós, Cristãos, pela água e pelo fogo impresso nos Santos Óleos; fixadores e agentes, (condutores e veículos) das graças que receberam através do influxo divino propiciado pelas bênçãos invocatórias.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste dia, o mundo resgatado por Cristo (através da sua morte voluntária, da sua ressurreição e posterior ascensão aos céus) recebe o gérmen necessário e o impulso vitalizador que o congrega numa só humanidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta é a missão do <em>Santu Ispirito</em>, forma antiga de Santo Espírito, que vocalmente ainda mantém o I encoberto e que forma assim a Inicial SI, tão cara para nós. Esta é a designação ainda existente em algumas línguas e dialectos europeus, que persistentemente vão mantendo a tradição, como a língua Sarda (da Sardenha) ou mesmo no nosso mirandês, onde o E se lê e escreve como um I.<em></em></p>
<p style="text-align: justify;">Longe estava Papus de imaginar o verdadeiro significado oculto das letras e números que constituem o emblema da ordem codificado por Martinez de Pasqually ou Martins de Pascoes, para os seus Superiores Incógnitos, Signo ou emblema dos Superiores da Ordem Martinista, verdadeiros missionários desconhecidos que hoje têm como missão agir em silêncio e levar a mensagem de bodo fraterno a toda a humanidade. A mensagem que o menino Rei (o “Quinto <em>Imperator</em>” &#8211; 5º. I. &#8211; ou seja Cristo, na divina parusia) implantará no mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Nós, Lusitanos &#8211; portadores da nova luz &#8211; enchemos os mares de caravelas de Cristo e iniciamos à 5 séculos anos atrás (5 duplamente potenciado) uma missão cujo término ainda não se consumou. Missão que se liga, de forma premente a nós e ao mundo e portanto aos dons veiculados pelo E. Santo. Se há 512 anos pela missão de Cabral, erguemos em ombros de gigantes o Brasil, dando-lhe o nome de terra da Verdadeira Cruz, ou seja, ponto de união de todas as nações dispersas pelos 4 cantos da cruz, do cruzeiro ou dos pontos cardeais, falta-nos ainda cumprir o restante da missão que inefavelmente vemos codificada no nosso SI ou 5º I ou Vº I, isto é no Quinto Império.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Os Sete dons</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> Sabemos que os 7 dons tradicionais do E. Santo (sendo o sete o numero da perfeição que junta o 3 e o quatro: ou seja os mundos que se encontram no tempo e no espaço) se encontram em relação com os ciclos do homem e da natureza, obedecendo ao plano formativo que emana da própria criação primordial com as suas sete forças &#8211; apelidadas pelas diversas correntes de oriente a ocidente de sete raios, agentes da criação, sete génios, etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Estes representam as forças subtis que alinham, mantém e emanam o progresso do universo. Eles próprios, são as forças subdivididas do Logos ou do Verbo em cujas classes residem todas as potências. No ocidente as religiões cristãs, sob influência dos iniciados que sempre permaneceram (mais ou menos) ocultos nas instituições, estas forças ficaram conhecidas como os sete dons (principais) do Espírito Santo, codificado ou velado em diversas profissões de fé como sendo, no seu conjunto unido, o &#8220;Senhor que dá a vida&#8221;. Esse “agente” unido num só (E. Santo), à imagem de “Deus” que foi unido num único nome, contém no entanto diversas naturezas &#8211; As referidas sete.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto alguns ramos judaicos reconhecem a Torah como sendo o nome completo de D’us, os ramos cabalísticos reconhecem-no na Shemhamphorasch, cuja origem provêm de uma passagem do livro do Êxodo. Note-se que este Êxodo, não se refere somente à palavra escrita (e portanto perene) mas sim à palavra viva, que vivifica que dá a vida, referindo-se portanto aos próprios agentes criadores e à sua acção na humanidade que busca o Êxodo do mundo hílico, do mundo baixo ou do inferno &#8211; mundo resultante da queda &#8211; em que se encontra. Moisés e Aarão, as figuras chave desse êxodo, representam na tradição os dois pilares do templo, os dois pilares da árvore da vida, as duas qualidades inerentes ao homem que equilibradas o fazem percorrer em segurança as sete iniciações no mistérios, representadas no homem pelos seus sete centros de energia (os Chakras do oriente e as Rosas do ocidente &#8211; dado que a rosa desponta de botão à plenitude aberta) que se relacionam, cada um deles, como uma das sete forças primordiais já referidas e portanto com sete níveis diferenciados da força que habita o Homem.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto Moisés é associado à rectidão, à justiça, à lei, à brusquidão; Aarão, seu irmão, representa a docilidade, a misericórdia, o pacificador. Ambos são expressões das qualidades representadas pelas Sete virtudes Cardinais e Teologais. As primeiras estão associadas aos 4 centros inferiores e as segundas aos três superiores sendo o seu domínio progressivo. De baixo para cima (e segundo a tradição, que não é completamente igual à religião neste ponto…) a sua ordem será: Justiça/clemência; Temperança; Prudência; Fortaleza; Fé; Esperança; Caridade.</p>
<p style="text-align: justify;">O homem justo e compassivo alcança a temperança nos seus actos tornando-se prudente. Tal acção ajudá-lo-á a construir a fortaleza onde habitará, construindo no seu centro o templo interior onde aplicará, operará ou agirá (para Honra ou à Glória do Deus) os dons mais altos: A fé alimentada pela esperança e aplicada na caridade. Completando a sua Obra, poderá então participar na Grande Obra tornando-se, ele mesmo, num cooperante da criação.</p>
<p style="text-align: justify;">O processo que descrevi aplica-se a qualquer corrente tradicional, e serve de apoio à natureza dos ciclos de Sete e portanto de Seth, o terceiro filho de Adão e Eva aquele a quem foi dado o poder de caminhar na terceira via ou na via do meio, a mesma que já referi com as suas sete etapas. Esta simbologia é explicada em diversas escolas como sendo as sete escadas de Jacob representadas fisicamente pela subida dos degraus no templo. Tal encontra-se de oriente a ocidente, explicito nas construções sagradas; desde os templos mais antigos até às enormes catedrais onde a capela-mor, possui sete degraus que antecipam a chegada ao Altar do sacrifício substanciado no Pão (corpo) e Vinho (sangue) que representam a infusão completa da Energia física (vital, prãnica etc) e espiritual que anima o homem e que pelas mãos do sacerdote são oferecidas por ele mesmo e por todos os que participam do sacrifício ao Altíssimo, esperando que Ele mesmo actue naquelas matérias &#8211; através do Verbo e portanto dos seus sete agentes &#8211; transformando-as, ou melhor, transubstanciando-as nos seus planos subtis afim de que elas ajam nos corpos físicos que as receberão.</p>
<p style="text-align: justify;">Contudo o tempo (e a sabedoria destes fenómenos) fez com que a dádiva do Vinho, fosse retirada pelo braço ocidental, aos fiéis, pois não era de grande interesse que os mesmos recebessem a influência dos dons espirituais que lhes permitiriam crescer e compreender a palavra viva e não a história morta ou escrita. Contudo, no Oriente e mesmo no Ocidente existem braços que continuam a realizar e a oferecer ambas as formas. Contudo o objectivo, deste texto, não é explicar a parte oculta do Sacrifício mas sim a acção dos mesmos no ciclo septenário.</p>
<p style="text-align: justify;">Se a nível planetário existe uma regra que ordena as energias cósmicas” (o mesmo é dizer dos agentes da criação que operam a todo o momento em todo o universo) na sua relação com a terra, que nos chegaram até hoje pela simbologia dos astros que devem o seu nome e a sua acção aos mitos gregos, também é lógico que a mesma acção se dê, em cada momento no nosso planeta e em todos os corpos que o habitam. A mecânica dos ciclos de sete obedece assim no plano formativo a acções que se projectam no nosso plano: existencial.</p>
<p style="text-align: justify;">Desde que a matéria é infundida pela força da vida, o relógio da criação age nela. No homem, os sete primeiros meses são aqueles que marcam o desenvolvimento do sua parte muscular, os 14 a interacção social e os 21, o início da expressão linguística. Estes reflectir-se-ão nos primeiros 3 ciclos de sete anos. Os sete primeiros fortalecerão a sua parte física, os seguintes a sua parte emocional (note-se que ao puberdade &#8211; Pobre idade, se dá por volta desta altura) sendo os 21 anos a marca que completa a maturidade (idade madura) e a maioridade do indivíduo, ou seja o final do grande ciclo de setes (3&#215;7= 21= 2+1=3). Dos 21 aos 28 assistir-se-á a um novo ciclo ligado ao desenvolvimento da parte física, dos 28 aos 35 da parte emocional, dos 35 aos 42 da parte mental e assim segue a sequência até à nossa partida deste plano.</p>
<p style="text-align: justify;">O acompanhamento destes ciclos é feito, de modo imperceptível, pelo nosso corpo, por cada célula que o compõe e por cada átomo que o une, pois o corpo físico reage às causas superiores. Tal é ensinado nas escolas de mistérios, e mostrado de forma prática aos que os estudam, não cabendo aqui as descrições dos processos. Digamos que há processos que fazem reagir as glândulas e os órgãos do nosso corpo (os principais são também sete) para que se sintonizem e tirem maior proveito das energias que nos circundam. No oriente usam-se Mantrams, hoje muito vulgarizados, para atingir estas sintonias e portanto é lógico que as escolas do ocidente usem também determinadas práticas, mais aconselhadas para os nossos corpos &#8211; principalmente para os de origem mediterrânica &#8211; para atingir estes fins. Assim, não só a glândula pineal (que lembra uma pinha) é importante, mas todas o são para a renovação progressiva do corpo. Estas renovações não pretendem estender a vida do homem, mas sim capacitá-lo com “fixadores” que lhe permitam receber infusões “espirituais” de nível superior cada vez mais profundas. Essas permitir-lhe-ão subir pouco a pouco a escada iniciática que o dirigirá ao seu próprio Ser. Ao que ele É verdadeiramente, desprendendo-se progressivamente da imagem reflectida ou do habitáculo que alberga um fragmento de Si Mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje tentamos entrar em <em>raport</em> com todas essas energias. Hoje pedimos ao plano divino que faça despontar em nós as forças sacras. Pedimos que os dons que recebemos sejam potenciados. Fazemo-lo com plena humildade e confiança pois sabemos que não fomos nós que escolhemos Cristo, mas sim Ele que nos escolheu para que demos fruto e o nosso fruto permaneça.</p>
<p style="text-align: justify;">Sim meus Irmãos, a fé ajuda. Mas são as obras que nos tornam fiéis à chamada. Que nos motivam para a missão de Pentecostes. Perdemos galhos secos, somente para os que dão fruto o poderem dar em maior quantidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Elevemos pois a nossa mente. Elevemos agora os nossos corações. Façamos obra. Lancemos a semente em todos os terrenos férteis, lavremos os que não podem ainda ser cultivados. Esta é a nossa missão, esta é a missão que separa os que se dizem cristãos dos que o são verdadeiramente.</p>
<p style="text-align: justify;">Que o Espírito-Santo nos habite e que por seu intermédio possamos realizar os desígnios para os quais fomos chamados.</p>
<p>Ámen;</p>
<p><em> </em><a href="http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?attachment_id=114" rel="attachment wp-att-114"><img title="cl2" src="http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/wp-content/uploads/2011/09/cl2.jpg" alt="" width="100" height="100" /></a></p>
<p>Mons. +Lusignan</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://ecclesiaprimitiva.com/wp2/?feed=rss2&#038;p=881</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
